MEDICINA COMPLEMENTAR E ALTERNATIVA PARA DOR

 

    ... Tratamentos Em Estudo ...

 

  HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH): A Somatotrofina é uma proteína produzida na glândula hipófise numa taxa que alcança níveis máximos durante a adolescência, quando então o crescimento corporal é acelerado. Posteriormente sua secreção diminui, tal como acontece com outros hormônios como o estrogênio, progesterona, testosterona, melatonina e DHEA.

É liberado em maior quantidade durante o sono, com pico no Sono REM e em picos menores quando estamos em jejum ou após exercícios físicos. Após sua produção é levado pela corrente sanguínea para o fígado e convertido no Fator de Crescimento do tipo Insulina (IGF-1), também conhecido como Somatomedina-C. É o IGF-1 quem promove, de fato, a maior parte dos efeitos atribuídos ao GH.

O Hormônio do Crescimento tem sido visto como uma das descobertas mais promissoras no campo da medicina do rejuvenescimento e dos tratamentos contra o envelhecimento, pois seu declínio está diretamente associado a sintomas como rugas, cabelos brancos, diminuição nos níveis de energia, enfraquecimento das funções mental, neurológica e sexual, aumento no percentual de gordura corporal, perda de massa muscular, aumento do colesterol, osteoporose, etc.

O GH, se ingerido diretamente, provoca inúmeros problemas no organismo, já o Pró-Hormônio do Crescimento (Pró-GH), apresenta as mesmas características do GH porém, com muito menos contra-indicações. A diferença entre os tratamentos é que o Pró-GH estimula a glândula a liberar o hormônio, enquanto o GH puro coloca o hormônio diretamente no organismo e pode acabar inibindo a hipófise de produzi-lo.

O Pró-Hormônio do Crescimento (Pró-GH) é um complexo de aminoácidos associados a algumas substâncias de origem vegetal reguladoras da insulina e ativadoras do IGF-1.
Estudos mostram que cerca de 30% dos pacientes de fibromialgia apresentam baixos níveis de IGF-1.
As teorias apontam que esta baixa pode ser a causa de muitos dos sintomas da fibromialgia, incluindo a dor, a fraqueza muscular e a fatiga, e em conseqüência, esses pacientes experimentam dor crônica e severa. A terapia de reposição de GH, nesses estudos, demonstrou-se eficaz em reduzir a dor e o número de Pontos Doloridos e melhorar a rigidez matinal e a fraqueza muscular, após o uso do GH por 9 meses. Porém, todos os pacientes voltaram a sentir os sintomas depois de 1 a 3 meses sem a medicação, e seu uso é ainda controverso.

Efeitos Colaterais: Há fortes suspeitas de que doses imprudentes de Hormônio do Crescimento deflagrem quadros de diabetes, quando há predisposição genética para a doença. Há ainda suspeitas de que doses elevadas desse hormônio estejam relacionadas ao desenvolvimento de câncer. Mas, até agora, nada disso é inquestionavelmente provado, são apenas suspeitas. Os efeitos mais comuns no uso em dose regulares são: visão turva, coceira, enjôo, nervosismo, cefaléia severa, taquicardia, etc.

Formas de Administração:

GH:  Não pode ser administrado por via oral pois é desativado no estômago pelo ácido clorídrico do suco gástrico e pelo suco biliar.

IGF-1: É usado ilegalmente como anabolizante e seus efeitos adversos são semelhantes àqueles provocados pelo GH. Atualmente já se sabe que o IGF-1 é tão potente quanto o GH propriamente dito.

Pró-GH: Pode ser administrado por via oral, na forma efervescente. Os efeitos colaterais do Pró -GH em doses elevadas são a sobrecarga cardíaca por inchaço do músculo do coração, crescimento de tumores já existentes, aumento das mamas, do queixo, das cartilagens, das orelhas, do nariz e até das mãos e dos pés. Outra prática perigosa e comum é a utilização conjunta com doses extras de insulina para turbinar o efeito do Hormônio do Crescimento, que pode acabar levando à morte.

Nomes Comerciais:

GH (Somatropina): Genotropin, Humatrope, Norditropin, Saizen, Somatrop. Injetáveis

IGF-1: Classificado como suplemento alimentar. Normalmente na forma spray oral ou sublingual.

Pró-GH (Simbiotropina): Classificado como suplemento alimentar. Administrado por Via oral.

     

    ... Tratamentos Polêmicos ...

 

  Magnésio e Ácido Málico: Estudos desenvolvidos na Universidade de San Antonio do Texas, mostraram que a associação do Magnésio e do Ácido Málico é segura e pode ser benéfica no tratamento da fibromialgia, atuando como miorrelaxante. A combinação beneficia os músculos doloridos, enrigecidos e a fadiga muscular.

Outro estudo conduzido pelo Pain & Stress Center americano avaliou o uso do Ácido Málico junto com a vitamina B-6 e apontou resultados favoráveis no tratamento da doença.

Porém, ainda não existem comprovações claras de que a ingestão desses nutrientes possa ser absorvida adequadamente pelo organismo e repor suas deficiências.

  Magnésio: É responsável pela queima do açúcar e por reações que dão origem à compostos energéticos.  Os portadores de fibromialgia em geral apresentam deficiência de magnésio,mineral que ajuda o relaxamento dos músculos. A reposição desse mineral em sido utilizada em muitos estados dolorosos, especialmente em cefaléias, com bons resultados. O Magnésio também pode ajudar no sono e em espasmos ou cãibras. Outros autores reportaram que a performance física melhora com a suplementação de Magnésio, através de liberação de energia para a contração muscular.

Efeitos Colaterais:Irritabilidade intestinal e diarréia. Para minimizar esses efeitos é recomendado utilizar o Magnésio Quelado.

  Ácido Málico: Nutriente diretamente envolvido com o ciclo de produção de energia e o metabolismo de carboidratos. Se o Ácido Málico não for suficiente, o corpo não pode produzir glicose que é o combustível principal para o cérebro. Na natureza, é encontrado em frutas e verduras, principalmente na maçã.

 

  DHEA: A Dehidroepiandrosterona é um esteróide natural produzido na glândula supra-renal e nas gônadas, precursor quase direto, mas não o mais importante, da Testosterona e do Estradiol, além dele próprio possuir fraca ação androgênica. Alguns autores chamam o DHEA de hormônio, outros de esteróide, mas ainda é desconhecido o que ele realmente faz no corpo.

À medida que envelhecemos a produção de Cortisol pela supra-renal aumenta e, inversamente, o DHEA, a Melatonina e o Hormônio do Crescimento (GH) declinam, mas é aos 20 anos que o DHEA é mais abundante na circulação sangüínea.

Baixos níveis de DHEA propiciam avanço na arteriosclerose, maior incidência de doença cardiovascular, de tumores malignos, resistência à insulina com propensão a diabetes, declínios cognitivos e doença degenerativa cerebral.

Há uma tendência moderna em crer-se que sua aplicação terapêutica tornaria possível uma menor e mais lenta evolução desses processos degenerativos.  Porém, os possíveis efeitos terapêuticos são baseados na tradição ou em teorias científicas ainda não testados completamente nos seres humanos.

A terapia de reposição de DHEA é usada para retardar o envelhecimento, melhorar a memória, mal de Alzheimer, doenças imunológicas como Aids e Lúpus, osteoporose e outros distúrbios da menopausa, andropausa, tumores malígnos, doenças reumáticas, doenças cardíacas, diabetes, esclerose múltiplo, mal de Parkinson, ovário policístico, melhora da libido ou outras disfunções sexuais, TPM, doença de Raynaud, distúrbios do sono, alergias, ansiedade, obesidade, queimaduras, tétano, malária, etc.

Na fibromialgia a terapia de reposição do DHEA é bastante polêmica. Estudos mais recentes relatam que o tratamento não melhora os níveis da dor, a fatiga, a disfunção cognitiva, a depressão, o sono, ou qualquer outro sintoma da fibromialgia, nem a qualidade de vida desses pacientes.

Embora existam dúvidas sobre a possibilidade de se obter um resultado mais eficaz em doses mais elevadas ou por um período maior de uso, isso não seria recomendado já que poderia aumentar o risco de câncer de mama, ovário ou próstata.

Efeitos Colaterais:  Fatiga, congestão nasal, cefaléia, palpitação, insônia, irritabilidade,danos ao fígado, acne, sudorese,  etc.

A utilização do DHEA deve ser feita sob rigoroso acompanhamento médico:

Nos homens, o DHEA é responsável pelo aumento da testosterona que induz ao crescimento das células prostáticas, tanto as normais quanto as tumorais.

Nas mulheres, o DHEA irá se transformar, em parte, em estrogênio, e está contra-indicado para as que têm displasia mamária severa ou câncer de mama, podendo também causar "masculinização" como aumento de pelos.

Nomes Comerciais: O DHEA é classificado como suplemento alimentar.

 

 DHEA Fitoterápico: Ainda pouco conhecido no Brasil, um fitoterápico promete restabelecer o nível normal de DHEA intracelular. É extraído de uma planta originária da Índia chamada Tribulus Terrestris, usada durante séculos na Europa para tratamento da impotência e para aumentar o impulso e o desempenho sexual. Porém, os efeitos só são sentidos após se consumir uma cápsula quatro vezes por dia durante cerca de dois meses. Não existem estudos sérios que comprovem a eficácia e a segurança dessa droga. Os produtores a consideram uma planta sem toxicidade.

Nomes Comerciais: Vendido no Brasil com o nome Hakop.

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