MEDICINA COMPLEMENTAR E ALTERNATIVA PARA O SONO

 

  Valeriana: É uma planta de origem européia, que contém uma substância sedativa que reduz o stress. Seu mecanismo de ação ainda não é muito claro, mas é caracterizada quimicamente por um óleo essencial, ácido valérico, ácido málico, ácido tânico, alcalóides, catinina, valerianina, mucilagina, resina, amido, açucares e enzimas. O extrato aquoso da Valeriana contém importante quantidade de GABA.

O extrato de Valeriana tem demonstrado um efeito sedativo comparado, segundo alguns autores, aos efeitos de pequenas doses de Diazepam.

Há também observações quanto à melhora da qualidade do sono, com aumento da atividade REM e um despertar agradável. Esse efeito indutor do sono aparece de 2 a 3 horas depois de ingerido.

Também é indicada para ansiedade, angustia, leves desequilíbrios do Sistema Nervoso, para úlcera péptica, gastrite, dispepsia, doenças inflamatórias intestinais crônicas, Cólon Irritável, como antiespasmódico e miorrelaxante.

Efeitos Colaterais: A ação no organismo é, basicamente, isenta de efeitos colaterais e não é potencializada pelo álcool. Porém, o fato de tratar-se de um produto natural não significa que a droga é completamente inócua e destituída de qualquer perigo, mal utilizada pode causar vômito, estupor, tremores, dor de cabeça, palpitação, ofuscamento da vista, convulsões e depressão emocional, quando em altas doses e por muito tempo. Também não se recomenda utilizá-la conjuntamente com barbitúricos, devido ao excesso de sedação que pode ocorrer por potencialização.

Nomes Comerciais: Geralmente está associada com a Melissa (Erva-cidreira) e a Passiflora (Maracujá, Regran, Sedantol, Sominex, Sonhare, Valeriane.

 

   

       ... Tratamentos Polêmicos ...

 

  Triptofano: É um aminoácido essencial que na presença da vitamina B6, do magnésio e do ácido fólico se transforma em 5-Hidroxitriptofano, sua forma ativa, que é usada pelo cérebro na produção da Serotonina e da Melatonina. Também tem função na produção hormonal, especialmente das glândulas adrenal, além de provocar a liberação do Hormônio do Crescimento e atuar sobre o metabolismo muscular exercendo efeito anabólico. Está envolvido no estágio 4 do sono e atua como neurotransmissor na diminuição da dor e no estímulo a um sono tranqüilo.

É encontrado na maioria dos alimentos ricos em proteínas como carnes magras, peixes, perú, leite, iogurte, queijos brancos, nozes e leguminosas. Carboidratos complexos aumentam sua absorção pelo cérebro porém, como sua concentração nos alimentos é baixa, há dificuldade de absorção.

É utilizado em forma de cápsulas (L-Triptofano), contra depressão, ansiedade, desordens do sono, síndrome pré-menstrual, entre outros.

Pode ser associado aos antidepressivos que visam aumentar a Serotonina para potencializar sua função e, conseqüentemente, seu efeito terapêutico. Entretanto essa prática tem gerado controvérsias e, segundo alguns estudos, a administração aos pacientes fibromiálgicos não altera o seu quadro clínico.

Efeitos Colaterais: Comparado às drogas antidepressivas, o L-Triptofano provoca menos efeitos colaterais, porém são relatados náuseas, dor de cabeça e sonolência.

O L-Triptofano em forma de cápsulas, é considerado pelo FDA norte-americano suspeito de causar Eosinofilia, uma doença do sangue que se faz acompanhar por dores musculares, fraqueza, dor nas juntas, inchaço nos braços e nas pernas, febre e pele seca.

Nomes Comerciais: Nos Estados Unidos é tratado como suplemento alimentar.

 

 

  Melatonina: É um hormônio encontrado no Sistema Nervoso Central que é secretado a partir do momento em que fechamos os olhos, e é suspenso na presença de luz. Assim como acontece com a Serotonina, a Melatonina também é sintetizada no organismo a partir de um aminoácido Triptofano.

A Melatonina possui funções de induzir o sono, influenciar nos ritmos circadianos e de vasoconstrição. Alem disso, é um poderoso agente antioxidante e existem evidências de que ela estimula a produção de Hormônio do Crescimento.

Estudos atuais sugerem que ela exerça também funções de regulação térmica do organismo, alterações do comportamento sexual, apresenta efeitos benéficos no tratamento da insônia. Porém os resultados são controversos, uma vez que sua ação depende de sua dosagem e do horário em que é administrada.

Uma refeição muito rica em carboidratos, um banho quente prolongado ou uma exposição do sol pode também precipitar a secreção da Melatonina.

Efeitos Colaterais: É segura se utilizada nas doses recomendadas e não causa dependência. Os efeitos mais comuns são fadiga, náuseas, vômitos, cefaléia, tontura, irritabilidade, sonolência, queda de pressão arterial.

Nomes Comerciais: Na Europa e nos Estados Unidos, a Melatonina é tratada como um suplemento alimentar e não passa pelo controle de qualidade a que os medicamentos estão sujeitos. No Brasil o medicamento tem o seu uso proibido apesar de tratar-se de uma substância com baixa toxicidade.

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