POSSÍVEIS CAUSAS DA FIBROMIALGIA

ALERGIAS

 

 

Segundo a teoria do prof. Steven Rochlitz (2001), a maioria das doenças crônicas, degenerativas, físicas e emocionais é causada por alergia, particularmente a fadiga crônica, a fibromialgia e a sensibilidade química múltipla.

 

Há 10 anos, depois de pesquisar essas doenças desde a década de 1970, ele concluiu que há uma ligação comum entre todas elas, que ele chamou de “permeabilidade e desequibíbrio energético causados por parasitose”:

O aparelho respiratório, a pele e as mucosas podem se tornar muito permeável e permitir que os produtos químicos entrem na corrente sanguínea através dessas rotas.

 

O trato gastrointestinal também pode se tornar excessivamente permeável e permitir a entrada de alguns componentes dos alimentos. Além de alimentos, pode permitir a passagem de substâncias químicas.

 

A permeabilidade gastrointestinal pode ser causada por vários fatores, mas frequentemente é causada por toxinas de protozoários, geralmente a ameba ou a giárdia. Infelizmente, os exames atuais têm grande dificuldade em detectar esses protozoários e nem sempre seus portadores apresentam diarréia ou prisão de ventre. Isto é, em algumas pessoas, uma pequena quantidade desses organismos pode desencadear a permeabilidade e o desequilíbrio energético.

 

Supostamente as toxinas desses parasitas causam permeabilidade devido a um metabolismo anormal de potássio. Também pode haver uma predisposição genética como a abundância de receptores de histamina nas membranas celulares do trato gastrointestinal. Então, um conjunto de condições pode se desenvolver: choque adrenal, choque de pâncreas, redução ou bloqueio de serotonina e outros neurohormônios, acidez estomacal/insuficiência de pepsina, supercrescimento bacteriano no intestisno e redução da energia do corpo.

O fortalecimento do sistema imune é o devemos perseguir, mas sem perder de vista que eliminar o parasita é o objetivo principal.

 

 

ALERGIAS ALIMENTARES

 

A.J. Rowe, Theron Randolph e Fredrick Speer estão entre os primeiros pesquisadores a associar os sintomas de dor e fadiga a alergias alimentares.

 

O Dr. W. Knicker descreve uma série de mecanismos imunológicos que desempenham um importante papel nos padrões crônicos de alergia alimentar e defende o conceito de "alergia alimentar de padrão atrasado". Esse conceito envolve mecanismos imunológicos que são diferentes daqueles que causam sintomas da alergia padrão. Os alimentos não causam a alergia diretamente, mas desencadeiam processos imunológicos como forma do organismo lidar com as toxinas.

 

Segundo o livro “Sick and Tired: Reclaim Your Inner Terrain” de Robert O. Young publicado em 1999, o sangue pode ser oprimido por fungos e parasitas, afetando severamente o sistema imunológico. Além disso, dificuldades digestivas, muitas vezes impedem a digestão adequada de proteínas, que podem penetrar na corrente sanguínea, especialmente quando existe um intestino permeável, e produzir várias toxinas, incluindo o ácido úrico. Se esta combinação de digestão inadequada de proteínas com toxinas de fungos e parasitas é frequente ou contínua, o sistema imunológico se sobrecarrega e pode desenvolver uma reação química em cadeia, imediata ou atrasada, que cria as várias respostas alérgicas.

 

Segundo Stephen J. Gislason, os problemas do aparelho digestivo seriam o primeiro passo na produção da fibromialgia. O aumento da entrada de antígenos de alimentos para o fluxo de sangue desencadeia mecanismos imunológicos, que passa a reconhecer os alimentos como toxinas. Esses mecanismos de alergia alimentar não são revelados por testes cutâneos, nem de forma confiável por qualquer outro teste disponível atualmente.

 

TOXINAS AMBIENTAIS

 

Anila Jacob diz que o aumento do número de doenças crônicas tem muitas raízes, e que o aumento da exposição a produtos químicos é uma delas.       

 

Segundo o Dr. Robert O. Young, a hipersensibilidade ambiental, outra queixa comum dos pacientes de fibromialgia, está estreitamente relacionada à alergia e à função imunológica. Fumaça, gases, poeira, produtos químicos, etc., podem causar reações adversas extremas. As toxinas ambientais estressam o sistema imunológico e promovem o desenvolvimento crescente de fungos e parasitas, que irá enfraquecer o organismo e torná-lo mais suscetível à influência das toxinas ambientais, formando um círculo vicioso. A infestação de fungos e parasitas também desequilibra o processo que controla a água e o conteúdo mineral (balanço eletrolítico) das células e impede o fluxo normal de energia.

 

Segundo Lyn Hanshew (2009), uma avaliação completa de pacientes de fadiga crônica revelaria em muitos deles um grau de toxicidade por metais pesados correlacionado com a disfunção neurológica, imunológica e endócrina. O rompimento de substâncias químicas tóxicas causa alterações metabólicas nesses sistemas:

Interferência na molécula GTP (importante na síntese de proteínas e RNA, sinalização celular e algumas reações de transferência de energia) dos neurônios, prejudicando sua estrutura e funcionalidade.

 

Interferência no metabolismo do hormônio da tireóide. Mercúrio, chumbo, cádmio e arsênio bloqueiam a conversão de T4 livre em T3 Livre, que é responsável pelo equilíbrio do humor e da energia, pelo metabolismo, pela regulação da glicose, do colesterol e da temperatura corporal, pela obesidade central e pela mobilidade intestinal.

 

Interferência na produção de ATP, responsável pelo armazenamento de energia. O mercúrio, especificamente, compete com magnésio para bloquear a liberação de energia química das ligações de ATP.

 

Afeta negativamente a imunidade mediada por células e a produção de anticorpos.

 

Afeta o metabolismo dos ácidos graxos Omega 3 e Omega 6, resultando em um aumento de histamina e leucotrieno, que é a base de inflamações, alergias e reações auto-imunes.

 

Gera radicais livres e um ambiente ácido que é prejudicial para os tecidos, resultando em dor.

 

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