POSSÍVEIS CAUSAS DA FIBROMIALGIA

DISFUNÇÃO IMUNOLÓGICA

 

 

Vários fatores podem causar deficiência do sistema imunológico:

Fatores emocionais: Estresse prolongado, depressão e ansiedade.

 

Fatores físicos: Má nutrição, privação do sono, doenças, infecções por vírus, bactérias, fungos e parasitas, alergias, e medicamentos.

Os sintomas de um sistema imunológico enfraquecido incluem fadiga, suscetibilidade a doenças (principalmente resfriados e gripes), baixa tolerância ao estresse, infecções recorrentes, cicatrização lenta e facilidade para se machucar.

 

Como a fibromialgia é geralmente diagnosticada em pessoas com doenças auto-imunes, como artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico, tem sido apontado que ela também possa ser causada por deficiências do sistema imunológico. Mas, a alta prevalência da fibromialgia na população em geral, também pode sugerir que a sua ocorrência em pessoas com doenças auto-imunes é pura coincidência.

 

Um estudo indicou um maior número de testes positivos para anticorpos antinucleares entre as pessoas com fibromialgia. Mas esse achado pode ser coincidência, uma vez que é sabido que uma pequena porcentagem de pessoas saudáveis é também positiva para esses anticorpos.


Uma atividade aumentada do sistema imune foi encontrada em paciente com fibromialgia, mas essas mesmas alterações podem ser encontradas em indivíduos normais com privação de sono. Importantes produtos químicos necessários para a função imunológica são produzidos durante a fase 4 do sono, o que pode sugerir que essas alterações sejam consequência dos distúrbios do sono.

 

Em um grupo de 55 pacientes com fibromialgia estudados por Xavier Caro, em 1986, foram constatadas a presença de depósito de imunoglobulinas IgG e IgM  na pele de 18 deles.

 

Em 1995, David W. Bates e outros pesquisadores concluíram que os pacientes com fadiga crônica apresentaram alterações nos resultados de vários testes laboratoriais em comparação com os indivíduos saudáveis do controle. As anomalias imunológicas encontradas sugerem um baixo nível de ativação do sistema imune.

 

O Dr. Edward F. diz que com o tempo, um sistema imunológico debilitado pode levar a fibromialgia a se desenvolver.

 

Em 2000, S. J. Hanson, W. Gause e B. Natelson coordenaram um estudo que constatou diferenças imunológicas entre os pacientes de fadiga crônica e os do grupo de controle, que são consistentes com a hipótese de que seus sintomas são uma consequência da disfunção do sistema imunológico.

 

Pesquisas mostram que os níveis de algumas citocinas são elevados na fibromialgia.

Segundo L. CHAITOW (2002) existe uma hipótese geral na qual “alguma coisa” ou uma variedade de “coisas” provoque respostas excessivas do sistema imune, resultando em aumento da produção de citocinas.

 

Um estudo de 2004, feito pelo Dr. Donald R Staines, descreve um mecanismo biologicamente plausível para o desenvolvimento da fibromialgia. Ela seria uma desordem auto-imune que inclui uma disfunção do metabolismo das purinas. O mecanismo de ação proposto é que as citocinas inflamatórias, que são provocadas por lesões, podem e desencadear uma resposta de certos neuropeptídeos vasoativos e uma disfunção auto-imune.

Em 2008 um grupo de pesquisadores alemães, constatou que houve uma redução significativa dos linfócitos CD8 em pacientes com fibromialgia em comparação com controles saudáveis. Os pesquisadores concluíram que estudos futuros são necessários para responder se essas alterações imunológicas são parte da causa ou refletem apenas as consequências da dor, e se elas contribuem para a imunossupressão em pacientes com dor crônica.

 

 

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