LYRICA - O PRIMEIRO MEDICAMENTO APROVADO

PARA A FIBROMIALGIA

 


O medicamento Lyrica (pregabalina), da Pfizer, é um anticonvulsivante desenvolvido para o tratamento de crises parciais de epilepsia do lobo temporal, dor neuropática e nevralgia pós-herpes. A droga ainda é útil para lesões da medula espinhal. Na Europa, os médicos também a prescrevem para o tratamento do transtorno de ansiedade generalizada. A droga foi aprovada na Europa em 2004 e nos Estados em 2005.

O FDA decidiu aprovar a droga como tratamento para a fibromialgia em 21 de junho de 2007.

 

Mecanismo de ação - A pregabalina modula o impulso doloroso no sistema nervoso central dificultando a transmissão da sensação de dor, sendo por isso considerada um importante avanço no tratamento da dor neuropática. Alguns dados sugerem que a droga age nas células nervosas, ligando-se à proteína responsável pela sensibilidade. A droga também reduz a liberação de neurotransmissores como o Glutamato e a Substância P, tornando-a atraente para o uso em fibromialgia. Pesquisas com animais apontam que a Lyrica ajuda a diminuir o número de sinais nervosos emitidos e isso parece melhorar a dor em pacientes com fibromialgia.

 

Benefícios - A eficácia da Lyrica para o tratamento da fibromialgia foi estabelecida por dois estudos clínicos envolvendo 1.800 pessoas. Os resultados desses estudos randomizados e duplo-cego controlados por placebo, mostraram que doses diárias de 300 ou 450 mg reduziram os sintomas da fibromialgia logo na primeira semana de tratamento. Os pacientes relataram redução da dor, fadiga e ansiedade, melhora na qualidade do sono, pois propicia um aumento do sono Delta e recuperação da qualidade de vida. Quando os pacientes pararam de tomar o medicamento, os sintomas se agravaram.

 

Dosagem: Para a fibromialgia, a droga é geralmente administrada em duas doses, totalizando de 150 a 450 mg diárias. Só o médico poderá determinar a melhor dosagem para o paciente.


Efeitos colaterais

De 1 a 10% dos pacientes podem apresentar: Vertigem de leve a moderada; sonolência; visão turva; problemas de coordenação, fala ou memória; dificuldade de concentração e atenção; letargia; ganho de peso; constipação; euforia; disfunção erétil; perda da libido; tremores; boca seca e inchaço das mãos, tornozelos, pernas e pés

De 0,1 a 1% podem apresentar: pedras nos rins; problemas urinários; dores articulares e musculares; contração muscular; erupções ou avermelhamento da pele; sudorese; salivação excessiva; aumento da freqüência cardíaca; alucinação; agitação; confusão; depressão; baixa contagem de neutrófilos; alterações da pressão arterial; inflamação no pâncreas; cessação de produção de urina; desagregação do tecido músculo esquelético e dificuldade de deglutição.

Cuidados - As mulheres grávidas, as lactantes ou as que planejam engravidar devem consultar o médico. Os pesquisadores ainda não sabem se a Lyrica é segura para ser usada durante a gravidez, ou se ela passa para o leite materno. Já os homens que planejam a paternidade também devem conversar com o médico antes de tomar a Lyrica. Estudos mostraram que a droga pode reduzir a fertilidade masculina. Além disso, defeitos de nascimento ocorreram em descendentes de animais machos que foram tratados com a droga.

 

Reações alérgicas - Em casos raros, reações alérgicas graves podem ocorrer. Procure ajuda médica imediatamente se você apresentar: dificuldade para respirar e inchaço da face, boca, gengiva, lábios, língua ou garganta


Interações Medicamentosas - A Pfizer diz que algumas interações perigosas podem ocorrer, em especial com estes medicamentos e substâncias:

Para pressão arterial: Inibidores da ECA (Captopril, Enalapril, Lisinopril) aumentam as chances de inchaço e urticária.

Para diabetes: Avandia (rosiglitazona) ou Actos (pioglitazona) aumentam o risco de inchaço e ganho de peso.

Anti-histamínicos, analgésicos opióides, anseolíticos e tranqüilizantes aumentam as chances de tontura e sonolência.

Indutores de sono agravam a sonolência.

Antidepressivos tricíclicos: amitriptilina (como o Elavil) ou imipramina (como o Tofranil).

Para Parkinson: Stalevo (entacapone) ou Tasmar (tolcapone)

Para náuseas ou vômitos: Compazine (prochlorperazine) ou Mellaril (tioridazina).

Psicotrópicos como as Fenotiazinas.

Álcool: potencializa os efeitos colaterais da Lyrica e pode deixar o paciente perigosamente sonolento.

Outras condições médicas - Avise seu médico se você tiver: distúrbios hemorrágicos; baixa contagem de plaquetas; problema cardíaco ou renal (uma dose menor de Lyrica é indicada para pessoas com problemas renais).

 

Dependência: A probabilidade do desenvolvimento de dependência à pregabalina é muito baixa. Porém, interromper o tratamento repentinamente pode levar a crise de abstinência, que incluem sintomas como ansiedade, insônia, agitação, dor de cabeça, dor de estômago e diarréia. Pacientes que já tiveram problemas com drogas ou álcool podem ser mais propensos ao abuso da Lyrica.

 

                             VOLTAR                                                                TOPO