Estudos com pacientes com dor revelaram potenciais abrangentes do uso da relaxina

 

 Relaxina: resposta para fibromialgia, osteoporose, doença de Alzheimer, doença coronariana e distúrbios osteomusculares

 

Texto extraído do Jornal da Região Sudeste postado em 10/10/2012.

 

Uma das atrações internacionais do II Congresso Latino-Americano da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM), que acontece em São Paulo, de 19 a 21 de outubro, é o Diretor Médico da Hy-Sun BioMedical, em Hong Kong (China), certificado pela American Board of Anesthesiology (EUA), Dr. Samuel Yue. Membro da American Society of Anesthesiologists e da International Association for the Study of Pain, ambas nos Estados Unidos, ele vai palestrar sobre Como Reverter o Envelhecimento Cutâneo e Evitar Dor, no dia 21 de outubro (domingo), das 8h00 às 9h30.

 

Com base em seus estudos e experimentações envolvendo a terapia com a relaxina (polipeptídeo muito semelhante ao da insulina, secretada no ovário, em mulheres, e no canal seminal, em homens) em pacientes com fibromialgia, o Dr. Yue criou uma hipótese médica que vem ganhando espaço nos Estados Unidos: a de que para manter órgãos saudáveis em todo nosso corpo é preciso que quantidades eficazes de relaxina sejam secretadas e circulem pelo sangue regularmente.

 

Se os estudos comprovarem sua tese, a relaxina pode ser uma maneira artificial de melhorar o estado de saúde de uma pessoa ao longo de sua vida, porque ela previne o envelhecimento precoce dos órgãos internos, da pele e das articulações, mantendo-os saudáveis e ativos. Para ele, se é capaz de restaurar a função cognitiva, a função afetiva e os padrões de sono para pacientes com fibromialgia, também pode ajudar os idosos que estão começando a desenvolver problemas de memória, irritabilidade, incapacidade de dormir e estejam numa fase inicial dos sintomas da doença de Alzheimer. Entre os possíveis benefícios arrolados pelo Dr. Yue em sua experiência, a relaxina proporciona: crescimento do cabelo mais rápido e mais brilhante; pele facial translúcida; crescimento dos pelos e pele mais elástica e suave em todo corpo; crescimento mais rápido e mais forte das unhas e aumento de sensação e da libido.

 

As mudanças observadas ao longo de seu estudo foram: melhora do sono; memória mais profunda e fresca; clareza da função cognitiva; aumento da energia; mais calma exterior; menor tempo de recuperação (resistência); melhoria do intestino irritável; restauração da função sensorial (aroma e sabor); restauração da disfunção reguladora térmica; diminuição de espasmos musculares e de dor; melhora da circulação de sangue, diminuição de tremores, tiques e distúrbios ligados a convulsões.

 

Proteção para o coração, músculos e ossos

 

Os benefícios do uso da relaxina vão além. Estudos em animais demonstraram que a relaxina tem um efeito protetor sobre o músculo cardíaco, tanto in vivo como in vitro. Usada como suplemento, ela pode evitar muitas mortes súbitas que ocorrem a partir de arritmias, bem como reduzir a isquemia secundária que leva ao vasoespasmo coronário. “Sabemos que existem receptores múltiplos para relaxina no sistema cardíaco, e que a relaxina controla mecanismos cronotrópicos e inotrópicos de bombeamento do coração. Acredito que a suplementação de relaxina irá melhorar a regulação cardíaca nos idosos, bem como a saúde do músculo liso e dos tecidos do músculo estriado”, complementou.

 

Dr. Yue defende o uso da relaxina para corrigir a osteoporose, que tem atingido mulheres em idade precoce, mas cuja mudança mais significativa é durante a menopausa. “Um fator importante neste processo é a matriz de colágeno dentro dos ossos, que detém cálcio no interior das estruturas ósseas. O colágeno é regido pela relaxina, e acredito que durante a menopausa, quando os níveis de relaxina diminuem rapidamente, a produção de colágeno dentro da estrutura óssea é afetada de alguma forma. Com isso, teorizei que a suplementação de relaxina poderia prevenir a osteoporose em muitas mulheres”, afirmou.

 

Outra contribuição da relaxina está na manutenção da elasticidade do tecido conjuntivo, incluindo músculos, tendões e ligamentos. Ao manter elásticos os músculos e as articulações flexíveis, a relaxina reduz o estresse, que contribui para as alterações ósseo-degenerativas nas articulações. As pessoas que não têm um nível adequado de relaxina, como quem tem fibromialgia, parecem desenvolver problemas com os músculos e articulações muito mais rapidamente e mais cedo na vida do que aqueles com níveis normais de relaxina, remete o estudo.

 

Aparência jovem

 

Um efeito final da relaxina sobre o processo de envelhecimento é a sua contribuição para uma aparência jovem. “Muitos pacientes com fibromialgia ao usarem relaxina relatam aumento do crescimento de cabelo e unhas, com pele mais firme e rosto com aparência mais jovem. Estas condições também são relatadas por mulheres saudáveis ??durante a gravidez, quando os níveis de relaxina são mais elevados, fazendo com que sua pele fique mais translúcida e radiante na aparência. Acredito que estes efeitos externos benéficos sobre o corpo são causados pela relaxina, e que eles são uma indicação de boas células e saúde dos tecidos dentro do corpo, porque o cabelo, as unhas e pele refletem quão bem o ambiente interno está funcionando”, defende.

 

Com as bases científicas e as observações clínicas desenvolvidas, Dr. Yue acredita que este é o momento de se estudar com mais afinco o papel da relaxina no corpo humano e os potenciais efeitos terapêuticos e cosméticos advindos da suplementação com relaxina. “Os fatos sugerem que a relaxina tem forte potencial terapêutico para muitos processos degenerativos. Se ela pode manter a função dos órgãos internos e a capacidade de permanecer ativo até o tempo que eventos internos de um indivíduo ou o relógio biológico ditem a hora final, isso vai contribuir muito para a qualidade de vida de muitas pessoas. E se relaxina pode manter a nossa pele jovem e nosso corpo bem e flexível mesmo a partir dos 60 anos, a perspectiva sobre a velhice pode mudar também. Como se sabe pouco sobre os poderes regenerativos deste hormônio vital, os estudos sobre a suplementação, efeitos terapêuticos e de antienvelhecimento da relaxina merecem muito mais atenção", finalizou.

 

Texto Original: http://www.jornaldaregiaosudeste.com.br/noticias/relaxina-resposta-para-fibromialgia--osteoporose--doenca-de-alzheimer--doenca-coronariana-e-disturbios-osteomusculares

 

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